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Entrevista com Cristian Strack – Líder surdo gaúcho

Cristian Strack, líder surdo gaúcho

Líder surdo gaúcho, Cristian Strack, destaca os desafios da educação para surdos e a importância da escola bilíngue no Estado em entrevista exclusiva a Faders Acessibilidade e Inclusão.


1- Quando iniciou a sua luta pelos direitos da educação de pessoas surdas?


Minha luta na comunidade surda iniciou nas associações dos surdos de diversos lugares nas sedes, escolas de surdos, Confederação Brasileira dos Desportos de Surdos, FENEIS e minha principal luta pelos direitos dos surdos, mais aprofundada começou quando fui delegado da Conferência Nacional de Educação e a Feneis ajudou muito para entender qual papel da política.

2- De lá para cá, quais as maiores conquistas da causa?

Conquistamos muitos espaços próximo à politica pública e as políticas de educação.


3- Como é a procura, por parte do Estado, em capacitar os professores para trabalhar com alunos surdos?

Primeiramente, creio que os profissionais necessitam de uma formação e especialização específica para educação de surdos

4- Quais as maiores dificuldades que os alunos surdos enfrentam hoje?

A escola inclusiva tem muita metodologia, nós surdos queremos a escola bilíngue conforme a lei 13.005/14 no met 4.7 e 4.13.


5- Como tu vê a adesão, por parte das escolas (particulares e públicas), em capacitar profissionais para trabalhar melhor com o aluno surdo?

Professores precisam fazer cursos de formação específicos para melhorar a qualidade da educação para surdos e ampliar o ensino.


6- Como acontece a inclusão dos alunos surdos com os alunos de turmas regulares?

Falta professor bilíngue para poder ensiná-los, se for só interprete o aluno não aprende como na escola bilíngue.


7-Quais os desafios para ampliar a Libras no país?

O maior desafio, conforme o decreto 5.626/05, CAPÍTULO II, Art.3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.



8- Como você vê a participação política e social do surdo a partir da regulamentação da Libras?

Para as políticas sociais faltam conhecimento da legislação da comunidade surda.

9- Está ocorrendo esta semana um grande evento em Brasília sob coordenação do movimento surdo. Quais as principais pautas que reivindicam?

Nossa principal pauta é: Implementar a lei 13.005/ na educação bilíngue para surdos, vídeo-prova no INEP e no MEC como termos de lei 13.146/15 e acessibilidade universal para a comunicação nos órgãos públicos.


SAIBA MAIS:

Dia Nacional da Libras

No dia 24 de abril de 2002, foi sancionada a lei nº 10.436 (popularmente conhecida como Lei da Libras) que oficializou a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão, garantindo às comunidades surdas do país o direito ao acesso a bens, órgãos e serviços em suas línguas nativas.
A lei, regulamentada pelo Decreto 5.626 (de dezembro de 2005), firma-se como um dos principais marcos históricos da comunidade surda brasileira e, até hoje, respalda ações e reivindicações desse grupo minoritário.
Alguns anos depois, atendendo a uma reivindicação da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), um projeto de lei lançado em 2009 pelo deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) foi sancionado no congresso, tornando o dia 24 de abril o Dia Nacional da Libras.
A conquista deste direito traz impactos significativos na vida social e política da Nação brasileira. O provimento das condições básicas e fundamentais de acesso à Libras se faz indispensável. Requer o seu ensino, a formação de instrutores e intérpretes, a presença de intérpretes nos locais públicos e a sua inserção nas políticas de saúde, educação, trabalho, esporte e lazer, turismo e finalmente o uso da Libras pelos meios de comunicação e nas relações cotidianas entre pessoas surdas e não-surdas.

Dados do IBGE

Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cerca de 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva (DA), o que representa 5,1% da população brasileira. Deste total cerca de 2 milhões possuem a deficiência auditiva severa (1,7 milhões têm grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdos), e 7,5 milhões apresentam alguma dificuldade auditiva. No que se refere a idade, cerca de 1 milhão de deficientes auditivos são crianças e jovens até 19 anos. O censo também revelou que o maior número de deficientes auditivos, cerca de 6,7 milhões, estão concentrados nas áreas urbanas.
Já, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (2011) 28 milhões de brasileiros possuem algum tipo de problema auditivo, o que revela um quadro no qual 14,8% do total de 190 milhões de brasileiros, possuem problemas ligados à audição.
Pesquisas também apontam que o número de deficientes auditivos no Brasil deve somente crescer, pois, além do aumento da população idosa no país, que saltou de 2,7% para 7,4% da população apontado pelo censo do IBGE de 2010, as deficiências auditivas que poderiam ser reversiveis se constadas até 6 meses de idade, apesar da obrigatoriedade do teste da orelhinha, de acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia - SBO, são constadas a partir de 4 anos, idade considerada tardia pelos médicos. Outra pesquisa realizada no Rio de Janeiro em 2010 afirma que cerca de 20% das crianças com idade pré-escolar possuem algum grau de deficiência auditiva, porém não identificada.
O SBO afirma que cerca de 15% a 20% da população no país tem zumbido, sintoma que indica perda auditiva. Destes, apenas 15% se sentem incomodados com o barulho e procuram ajuda médica. A entidade também aponta que cerca de 30% a 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambientes profissional ou em lazer (como shows ou aparelhos eletrônicos), bem como, ao aumento do nível de ruído nas grandes cidades.

Fonte: IBGE

ASCOM/Faders Acessibilidade e Inclusão



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